CACHOEIRA DA LAVADEIRA
Em visita à um casal de amigos, logo cedo pela manhã, nas montanhas de Paraty, estava eu entretido em conversas banais, quando a jovem falou:- uer vir com a gente lavar roupa lá na cachoeira? pensei: legal. - Vamos. É legal lá?
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O cara pegou uma mochila enorme, encheu de lençóis e outros panos , a garota pegou outro tanto e lá fomos nós.
Estrada de asfalto ladeira abaixo, tudo lá era montanhoso; andamos um bocado quando então saimos da estrada, pegamos uma trilha que descia violentamente em zig-zag, segura num cipó aqui, pula uma valeta acolá e lá fui eu de tenis, short e sem camisa, acompanhado de um cachorrinho preto que nos acompanhava. Meia hora no minimo desse exercicio que acabou com o meu pouco preparo fisico, pois só me mexia de onibus ou a pé lã no centro de Paraty, tudo plano.
Oví primeiro o estrondo da água caindo na cachoeira e logo mais, passando por uma pedra muito grande e plana, chegamoa na cachoeira.
Sensasional paisagem, tanto que logo em seguida pintei o quadro que ilustra essa materia. Dificil descrver.
Os dois pularam com os sacos de roupa suja na água que os levou numa correnteza de fazer medo até um imenso rochedo que os permitia baterem a roupa normalmente, naquela água corrente e de pé como se estivessem numa lavanderia.
Eu fiquei com o cachorrinho sentado na pedra e de pés pendurados observava a cena enquato uma barboleta azul, gigante voava em circulos sobre mim. Ia longe e voltava sobre mim. Demorou esse espetáculo;
Acabada a lavagem da roupa, tudo se reptiu, agora pior, muito pior por que a subida era íngreme, com grandes obstáculo, tato que, quando finalmente chegamos na estrada asfaltada. fiquei deitado no chão até pegar uma carona num jeep que passou e me levou embora.
Acha aventura nisso. Valeu. Pintei um lindo quadro.
Beijos para todos.
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