O barco da minha vida ancorou num igarapé cheio de peixes caranguejos e até tubarões.
Apavorei. Mas, com os anzóis da minha inteligencia, joguei-os na água quase parada e conseguir pescar não peixes, mas idéias; idéias inspiradas por Deus pois sem Ele ninguém pesca nada.
Salvei-me.
Esqueci que estava num barco e sai caminhando com minha ideis debaixo do braço e quando vi estava na Avenida Paulista sentado num ponto de ônibus e pensando;
Como vim parar aqui?
Minha vida então clareou.
Percebi que agora estou sozinho no mundo.
Lembrei que tenho um computador,
Lembrei-me que sei pintar, escrever e desenhar. Então vamos lá.
Lembrei que tenho um apartamento para cuidar.
Lembrei de mim, que tenho que me cuidar.
E o barco da minha vida?
Fiz uma vela com uma cueca , amarrei num cabide e estou velejando vida afora.

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