terça-feira, 23 de abril de 2019

CABARE PAU DURO- PB

Naquela festa eu já fui chegando de pau duro. O cabaré se chamava Pau Duro e o nome estava muito bem apropriado. Ficava em cabedelo ao lado da linha f´errea e la havia mulheres bem jovens vindas de vários estados do nordeste,
Tudo acontecia numa casa térrea parcamente iluminada e acobertada por árvores e dunas de areia.
Eu era habitue no lugar e dormi muitas vezes lá com as raparigas perfumadas e ouvindo Nelson Gonçalves.
Esses lugares precisam existir, senão onde iriam os jovens como eu?
Roupa quase nenhuma, poucas mesas com toalha xadrez vermelho e muita garrafas vazias de cerveja r velas, velas por todo lado e um vento muito morno e gostoso que entrava pelas portas e janelas abertas, o local era  de filme.
Eu dançava, dançava , encia a cara de cerveja e ia para o quarto com aque morena de Natal  que não sei como não fiquei por la com ela;é que eu era ajuizado demais o que era uma pena.
Lembro de um dia, que acordei ja tarde com um apito de trem bem do lado da janela.
Sem a menor vontade de ir embora, os meus amigo que tinham o DKW novinho me sacaniaram e me deixaram la; foi complicado chegar em casa, mas cheguei.
A frequência era de cara s rudes, braçais, pescadores, agora as mulheres...

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