Me parou na rua e de repente vi dois olhos azuis, lindos, brilhantes e nada mais vi, só senti. O vento me trouxe um perfume suave e desconhecido, claro, nada ali era conhecido para mim. Ela repetiu e seus gestos diziam que procurava um número de uma rua.Eu dei de ombros como quem diz: o que? ela sorriu gostoso e eu também; Um sol gostoso de meio de tarde me incentivou a levá-la pelo braço até a entrada de um barzinho elegante como tudo por ali e ela se deixou levar. Falava, falava e falava até que mostrei a porta e entramos no barzinho e sentamos.
Mostrei minha identidade e fiz um gesto que queria ver a dela e ela entendeu. Ela era de Montenegro e falava esloveno.
Minha nossa! um anjo perdido no Itaim em Sampa. Arrisquei umas palavras em inglês e ela balançou a cabeça. Nada. Um beco sem saída.
Liguei para o seu consulado e em pouquíssimo tempo outra jovem chegou de carro e interpretou tudo daí para frente.
O resultado é que ela perderá um vôo e terminou de hospedando no meu flat por muito, muito tempo..
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