Desconfio. Vem da alma.
Qual enxurrada
Tempestade distante
Onde eu ainda nem existia
Existia a dor isso sim
Ela vem do parto das estrelas
Dos deuses pagãos
Que matavam para gozar
Do orgasmo da quimera
Daquela que de veneno e fogo
Era
Da geada malvada que dói
E mata
Da escuridão que me perco todas as noites entre sombrias lembranças e pesadelos.
Das orações aos queridos na dor falecidos. Não sei porque tanta dor
Não sei porque existe
A dolorida existência.
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