sábado, 9 de maio de 2026

o Camará

Era noite quente pois ali era o brejo da Paraida, lugar fértil verdejante com rios e matas fechadas, canaviais imensos onde o vento fazia Com que as folhas das canas parecessem um balé..A lua cheia brilhava pouco acima da linha do horizonte e no alpendre da casa, haviam dois alpendre com escada longas nas laterais que davam acesso ao chão de terra da fazenda..Naquela noite eram mais ou menos nove ou dez horas, toda família estava reunida em conversas brincalhonas. Nosso pai, calado como sempre deitado estana numa rede ouvindo e observando. Havia nos alpendres uma balaustrada torneada e azul escuro como parapeito e lá na frente estavam Lucila, Lucinha, Betinha e eu; cantando, sorrindo e sei lá mais o que.
Lá no Camara não havia luz elétrica, nem veículo s nem faróis .Nem lanternas havia. Só lampiões e só na casa..pois bem, de repente um farol lipofarol de automóvel lentamente e vindo de longe, caminhando irregular mente e se aproximando. Todos nós gritamos: - papai... mamãe...venham ver...o que é que é isso? antes que eles chegassem a luz sumiu

Capítulo Ii

Contou depois nosso velho pai, homem que enfrentou Lampião e sua corja que aquela luz existia desde que era menino e diziam se almas penadas, perdidas por ali.O medo na meninada se instalou de vês e só com mucama ao lado brincava-mos a noite por ali.
O tempo passou, nós crescemos e na escola aprende sobre "fogo fátuo" que é a manifestação de luminosidade advinda da decomposição de elementos em decomposição. A explicação, pelo menos em mim, decepcionou total.
Hoje, quase centenário, agrade a Deus vida tão longa onde recordo verdadeiras poesias vivida com tanto amor familiar.♥️♥️♥️
Pessoa 

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